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Estudo Associa Exposição à Radiação de Alta Altitude a Maior Mortalidade por Câncer em Pilotos e Comissários

Pesquisa liderada pela Harvard Medical School e publicada no JAMA Internal Medicine analisa dados de quase 13 milhões de certidões de óbito nos EUA e coloca aeronautas no topo de mortes relacionadas à radiação.

18 de agosto de 2026Por Equipe Spryjet2 min de leitura 27

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Um estudo epidemiológico publicado no periódico JAMA Internal Medicine (agosto de 2026), conduzido por pesquisadores da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, revelou que pilotos e comissários de bordo lideram a proporção de mortes por tipos de câncer associados à radiação entre mais de 500 ocupações analisadas nos Estados Unidos. A pesquisa utilizou o banco de dados do National Vital Statistics System (2020 a 2024), correlacionando o histórico ocupacional do falecido com as causas primárias de óbito. O estudo aponta a radiação ionizante acumulada em altitude de cruzeiro como o principal fator contribuinte para essa exposição crônica.

Achados do Estudo e Tipos de Câncer Analisados

A análise ajustou variáveis demográficas (idade, sexo, etnia, escolaridade e estado civil) e comparou os dados de 14.000 pilotos e 7.000 comissários com outras profissões:

Mortalidade Proporcional: Cerca de 6,7% das mortes entre pilotos e 6,9% entre comissários de bordo foram causadas por cânceres associados à radiação — a maior proporção entre todas as 503 categorias profissionais avaliadas (superando inclusive operadores de tecnologia nuclear, que ficaram em 12º lugar).

Tipos de Câncer Identificados: A tripulação apresentou taxas estatisticamente superiores de mortalidade por melanoma, câncer de próstata, câncer de mama e neoplasias do sistema nervoso central. Pilotos também registraram maior índice de mortalidade por leucemia.

Dose Anual de Radiação: Tripulantes chegam a acumular de 3 a 6 millisieverts (mSv) por ano em radiação natural a depender das rotas e altitudes de cruzeiro, valor significativamente superior à exposição média da população geral.

Lacuna Regulatória: A FAA (Federal Aviation Administration) reconhece aeronautas como profissionais expostos à radiação ionizante, porém, diferentemente de outros trabalhadores do setor radiológico e de tripulações em países da União Europeia, nos EUA não há limites federais obrigatórios de dosimetria nem monitoramento contínuo para a categoria.

Relevância para a Medicina de Aviação

Os autores do estudo recomendam a discussão e implementação de políticas de monitoramento ocupacional de dosimetria e gerenciamento de exposição para tripulações aéreas, visando equiparar as normas de saúde ocupacional da aviação às de outras indústrias expostas a fontes de radiação.

Fonte: JAMA Internal Medicine (Patel, V. R., et al., 2026)

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